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quarta-feira, setembro 26, 2012

Estudo: Escatologia - A Grande Tribulação


Com o arrebatamento da igreja se dará início A Grande Tribulação. Será um período em que as pessoas que não foram arrebatadas passarão por muitas dificuldades, Jesus disse que seria um sofrimento sem precedentes, ou seja, jamais houve e nunca haverá tamanho tormento (Mateus 24:21).
Muitos se perguntam, por que a Grande Tribulação durará 7 anos? A resposta está no livro do profeta Daniel 9:24 –27, as chamadas Setenta semanas de Daniel.
Durante A Grande Tribulação serão derramadas sobre a face da Terra 21 pragas (7selos [Ap. 6:1-17; 8:1-5], 7 trombetas [Ap. 8: 6-13 ; 9:1-21 ; 11:15-19], 7 taças [Ap. 16:1-21]), as pessoas irão sofrer muito, alguns até pedirão a morte (Ap. 6:15-16).
Esses 7 anos serão governados pelo Anticristo e o Falso profeta, claro que estarão aliados a Satanás. Em Apocalipse no capítulo 13 a Bíblia fala sobre a Besta que surge do mar (Anticristo) e a Besta que surge da Terra (Falso Profeta).

Besta que surge do Mar (Anticristo), Ap. 13:1-10.
As características principais do Anticristo são:
-besta que emerge do mar = significa que o Anticristo irá às nações;
-dez chifres = símbolo de grande poder;
-sete cabeças = símbolo de grande sabedoria;
-dez diademas = símbolo de realeza.
Tendo um pouco da natureza de algumas feras (leopardo, leão, urso [Ap. 13:2]), a besta (palavra que é derivado do original grego “Therion” e traz um significado de “animal feroz” ou “um ser indomável”), simulará uma morte e ressurreição, talvez tentando imitar a Cristo [Ap.13:3], a partir desse ato ela enganará a muitos e firmará uma aliança com várias pessoas por sete anos, fingindo ser uma líder de paz, porém na metade desses sete anos o Anticristo quebrará essa aliança (Daniel 9:27). Fará obrigatória a adoração a sua imagem que foi construída e também colocará nas pessoas o seu sinal (lembrando que o Falso profeta estará trabalhando para o Anticristo), porém aqueles que se recusarem a adora-lo e a ter seu sinal, serão vencidos pela morte, mais terão a salvação eterna.(Ap.13:7,10,15,16,17).

Besta que surge da Terra (Falso profeta), Ap. 13:11-18.
-dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como dragão = significa que terá uma aparência religiosa apenas por fora (pois o cordeiro é um símbolo religioso) mas falava com a autoridade de Satanás.
Sua tarefa principal é trabalhar em favor do Anticristo, fazendo que todos os adorem. Também ficou em suas mãos a tarefa de construir uma imagem do Anticristo e colocar nas pessoas o sinal do mesmo.
Enfim, a Grande Tribulação terá o domínio total da “tríade infernal” (Satanás, Anticristo e o Falso profeta), eles dominarão com grandes sinais e maravilhas, e conseguirão enganar a muitos para que essas pessoas venham se perder eternamente.
Com a sexta taça derramada (uma das 21 pragas) sobre o rio Eufrates, ele se secará, com isso se abrirá caminho para povos vindos do Oriente chegarem até a terra Santa com mais facilidade, a “tríade infernal” por sua vez, trabalharão juntos para seduzirem e conseguirem o apoio dos países do oriente para que juntos possam destruir os judeus remanescentes da Grande Tribulação e também para lutar contra Jesus e o seu exército (que seremos nós), daí então se estaria preparando a Batalha do Armagedom, assunto que veremos a seguir.(Ap.16:12-16).

Por Kayo César

Estudo: Escatologia - Bodas do Cordeiro


Estaremos em festa, alegria, comunhão, tanto os mortos do V.T e do N.T. que morreram com o temor do Senhor, os mártires por amor a Cristo, e os vivos em Jesus estarão lá, cantando, louvando o nome do Senhor.
No entanto haverá o Tribunal de Cristo, onde todos individualmente serão julgados segundo as suas obras por meio do corpo, para receberem ou não galardões. (2Co 5:10)
Nossos atos que foram efetuados aqui na Terra serão provados pelo fogo, para que permanecendo a obra sejamos galardoados, não permanecendo a obra seremos salvos, no entanto, não receberemos nosso galardão. (1Co 3:12-15)
É importante não confundirmos o Tribunal de Cristo com o Juízo Final, o Tribunal de Cristo ocorrerá para premiação dos salvos, já o Juízo Final ocorrerá bem adiante para a condenação dos perdidos.
Lembrando que enquanto as Bodas do Cordeiro acontece na eternidade, lá na Terra os que ficaram estarão passando pela Grande Tribulação. Tanto as Bodas do Cordeiro como a Grande Tribulação terão um período de 7 anos.

Por Kayo César

sexta-feira, setembro 21, 2012

Estudo: As três dimensões do verbo ter em um milagre!


Texto: João 6: 1-14

Os milagres no que diz respeito ao poder de Deus, realmente não há o que discutir, o Senhor tem todo poder e pode realizar qualquer coisa, conforme expressou o anjo, sobre o poder de Deus a Maria, “porque para Deus nada é impossível (Lucas 1:37)”.
E no decorrer do evangelho de João, o poder de Deus é revelado através dos atos de Jesus e muitos milagres acontecem. Em um casamento, quando não havia mais vinho, Jesus realiza um milagre e transforma água em vinho, (João 2:1-11). Um pouco adiante, sem estar perto do filho do oficial do rei, Jesus cura o rapaz, proclamando apenas uma frase, “disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu.” (João 4:50)
Cristo ao encontrar um homem que estava enfermo há trinta e oito anos, cura-o com seu poder, “Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava.” (João 5:8-9)
Podemos perceber pelas citações bíblicas que Jesus realiza todo tipo de milagre, independente das condições apresentadas. No entanto, existem milagres que Jesus realiza, condicionados a nossa postura, se não agirmos naquilo que nos compete, Deus também não agirá ao nosso favor. 
Transição: No texto acima citado, acontece o milagre da multiplicação dos pães e peixes, neste contexto, estão inseridas várias pessoas e uma necessidade, alimento para toda gente. Dentre estas pessoas, havia uma multidão que seguia a Jesus, para ver a realização de milagres, estava ali também, os discípulos do mestre que já haviam visto a realização de vários milagres e Jesus aquele que realiza os milagres, ali estava também. O dia vai passando, a fome apertando e ninguém se habilita a ajudar. Jesus diz para um dos discípulos para que ele providencie pães, mas este diz que não podia ajudar. Após esta pergunta de Jesus, nenhum dos discípulos mostra interesse e não tem nenhuma atitude. No entanto, alguém manifesta interesse em ajudar, e logo um dos discípulos diz a Jesus, “está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” (João 6:9). Mesmo sendo tão pouco, alguém escolheu ter uma atitude, e entregar tudo o que possuía, para que algo de bom pudesse acontecer.
Mediante a esta palavra do discípulo a Jesus, vamos meditar no tema: As três dimensões do verbo ter em um milagre!

terça-feira, setembro 04, 2012

Estudo: Metáforas Femininas para Deus


Metáfora é uma figura de linguagem em que um termo ou frase implica uma comparação entre duas coisas essencialmente diferentes, a fim de sugerir uma semelhança.
A Bíblia apresenta algumas metáforas femininas para identificar a pessoa de Deus. Isso não representa que se deva desprezar o pronome masculino, mas que o Seu grande amor e cuidado pode ser comparado com a suave figura da mãe, que concebe, nutre, carrega, cria e cuida de seus filhos.
A exemplo das parábolas, as metáforas conduzem o leitor da Bíblia a uma melhor compreensão daquilo que ela pretende transmitir acerca da natureza e dos atributos de Deus.

a) Em Jó 38:3; Is 42:14 e Jo 3:6, vemos Deus concebendo, carregando vida em seu ventre, em trabalho de parto e dando à luz. Em Jó 10:10-12; Is 46:3,4; Os 11:3,4, a mesma referência a uma mãe que cria seus filhos.

b) Em Nm 11:12; Sl 131:1,2; Is 49:15 e 1 Pe 2:2-3, Deus é comparado a uma mãe que amamenta seu filho.

c) O Sl 22:9,10 e Is 66:9 Davi compara Deus à parteira que recebe o nascituro.

d) No Sl 123:2, como a serva que tem os seus olhos fitos nas mãos da sua senhora, assim o salmista mantinha seus olhos fixos em Deus, até que Suas mãos operassem em seu favor.

e) Em algumas passagens,  Deus é comparado a mães de animais, que cuidam de suas crias e as ensina: a mãe ursa, Os 13:8; a mãe águia, Dt 32:11,12; a mãe galinha, Lc 13:34.

f) A “religião das deusas” - Tais metáforas não autorizam nenhum crente a praticar a “religião das deusas”, onde os adeptos da adoração a deusas acreditam que a divindade é imanente a todas as coisas. Eles vêem Deus como uma força feminina interna e universal, em vez de um Ser eterno e autônomo. Consideram o corpo feminino como a encarnação direta do brilho e do empalidecer do ciclo da vida e da morte na natureza. Seus ídolos são divindades femininas antigas, tais como Ártemis, Astarote ou Ísis, para representar o poder universal da mulher. Eles procuram a justiça e o equilíbrio ecológico e social por meio de rituais mágicos, de encantamentos e da geração de energia. A proposição de tais religiões é que a “Nova Era” vai surgir quando todas as pessoas reconhecerem sua unidade com o universos e respeitarem a divindade dos outros e da natureza.

Por Alaid S. Schimidt

quinta-feira, agosto 30, 2012

Estudo: Você é Noiva ou amante?


Ap 22:17a: “E o Espírito e a noiva dizem: Vem”.

Vemos na Bíblia que a Igreja é comparada a uma Noiva, sendo Jesus o Noivo e que acontecerá como que um casamento: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19:7).
Infelizmente nem todos que estão dentro da Igreja, ou se dizem cristãos, estão no grupo da “noiva” de Cristo. Jesus disse isso em Mateus 7:21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.
Com base nisso me veio essa reflexão e eu pergunto: Você é Noiva ou Amante?

Vejamos algumas diferenças entre noiva e amante:

1) Noiva ama. Amante é interesseira.
Mt 22:37: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”.  Além de amar, a noiva se entrega. Amar nem sempre será apenas sentimento, pois muitas vezes temos que “decidir” amar, e outras vezes temos que “escolher” amar, isso porque os nossos sentimentos oscilam demais e não são confiáveis.
Tg 4:3:” Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”.  Ai está uma grande e triste realidade, que podemos comparar a uma amante. Buscar a Deus somente por interesses pessoais e egoístas, não são as formas corretas de se relacionar com Ele. Pode até ser que alguém se achegue a Deus para Ele resolver seus problemas, mas essa motivação não pode ser para a vida toda, pois à medida em que o relacionamento se firma, o interesse tem que se transformar em amor.
A oração é uma das formas de mantermos comunhão com Deus, mas se fizermos isso com intenção e de forma errada, será de pouco proveito, pois muitas vezes a pessoa se engana, dizendo que é para Deus ou para as pessoas, enquanto na verdade não passa de um sentimento egoísta e de interesse pessoal.

Então se você vai ao culto, lê a Bíblia, ora, jejua, faz as coisas para Deus motivado pelo amor a Ele, você saberá que é “noiva”; mas se faz essas coisas somente com interesses egoístas e pessoais, você sabe que é “amante”.

2) Noiva assume e mantém o compromisso. Amante tem caso e aventura.
Ap 2:10b: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Compromisso vai além de responsabilidade. O compromisso é uma consequência do amor. Assumir compromisso com Deus é se comprometer com Ele ao ponto de fazer aquilo que Ele deseja com alegria, com liberdade e com entusiasmo. E quando assumir esse compromisso, decide ser fiel a Ele sem ter “caso” com o diabo, o mundo e o pecado. É Por isso que crente fiel não faz, não vai e não vive igual ao mundo.
A amante não tem compromisso, somente caso e aventura. E quando ela tem essa atitude, está destruindo ou abalando um relacionamento sério e de comprometimento. Posso dizer que ela não assume compromisso, pois sabe que o mesmo que ela faz, pode acontecer com ela, na relação causa-efeito. 

Por assumir compromisso com Deus, a noiva é e faz o que é preciso e exigido desse compromisso, como por exemplo: ir aos cultos regularmente e com alegria; orar, jejuar e ler a Bíblia não será um peso, mas uma alegria e prazer constante.
Pelo fato de a amante ter casos isolados, ela vai ao culto de vez em quando, ou só quando a coisa “aperta”. Orar, jejuar e ler a Bíblia é raro, ou só quando precisa de alguma “benção”, e isso é ter “casos” isolados e sem de fato assumir compromisso com Deus.

terça-feira, agosto 28, 2012

Estudo: O que é necessário para entender a Bíblia


Simplesmente ler a Bíblia não traz entendimento. Para os inconversos e os que não temem a Deus, a Bíblia é um livro selado. Mesmo para os tementes, se não houver uma provisão divina para que ela seja compreendida. Foi assim com o eunuco da rainha Candace. Ele lia Is 53, mas faltava-lhe o intérprete do texto, para que o Espírito Santo proveu o envio de Filipe, At 8. Recebendo a interpretação, o eunuco converteu-se a Jesus Cristo e já pediu o batismo nas águas. 
Se analisarmos o texto de Js 1.7-9, o Senhor falou a Seu servo Josué que ele precisava tomar algumas atitudes com relação à Lei (Palavra de Deus):
- Esforçar (leitura mais estudo);
- Ter bom ânimo (vontade de ler, de aprender e de obedecer ou executar o que a Palavra diz);
- Cuidar para agir prudentemente de conformidade com TODA a Lei, sem desviar para lado algum (manter-se no caminho de Deus);
- Ter a Lei NA BOCA (recitar, testemunhar, transmitir e orar a Palavra de Deus);
- Meditar de dia e de noite com zelo para obedecer aos ensinamentos da Palavra.

O entendimento daquilo que está escrito depende ainda, além do posicionamento do leitor, de duas coisas básicas, segundo meu entendimento:
a) A presença de Jesus. Em Lc 24.27-32 vemos que os discípulos “conheciam” a Palavra, mas faltava-lhes o entendimento dela, o que a presença e a interpretação dada por Jesus proveu naquele momento. Se Jesus é o “Logos encarnado”, somente ligados a Ele teremos pleno entendimento da Palavra de Deus. Esta ligação é pelo Espírito Santo por meio da fé.

b) A ação do Espírito Santo no interior. Vemos em Jo 16.7-15, que o Espírito Santo é quem faz lembrar e entender as palavras de Jesus. Paulo disse que “A letra mata, e o Espírito vivifica”, 2 Co 3.6. A Palavra aponta o pecado e a morte conseqüente. O Espírito convence do pecado e liberta o homem, vivificando e regenerando a sua alma.

Os reis de Israel liam as Escrituras, mas seu entendimento estava bloqueado pelo espírito de desobediência. Quando Josias leu a Lei, converteu-se ao Senhor e buscou o entendimento por meio da palavra profética, consultando Hulda, a serva de Deus. A revelação somada ao entendimento, provocou tamanha compulsão no interior de Josias, que ele levou toda a nação ao arrependimento, confissão de pecados e conversão a Deus. Houve um grande avivamento em toda Judá, 2 Re 22-23. O que demonstra que a conversão e o temor a Deus produz entendimento das Escrituras.
Sei, por testemunho pessoal, o quanto isso é verdade. Antes de me converter ao Senhor Jesus eu abria a Bíblia e logo a fechava, porque não entendia nada e tinha medo de algumas passagens, principalmente sobre o “fim do mundo”. Depois que Jesus entrou em minha vida, a Bíblia tornou-se um rico tesouro, uma bússola perfeita, uma amiga inseparável, uma voz audível e inteligível. O que não entendo busco ajuda do Espírito Santo em oração e, de alguma forma, Ele provê a forma de me esclarecer. Homens de Deus são usados, como intérpretes, pregadores e comentaristas dos textos, de forma escrita, pela pregação, pela profecia e sempre acabo sendo esclarecida nas dúvidas que me assomam o espírito. É maravilhoso.
Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”, Sl 119.99,130.

Por Alaid S. Schimidt

Estudo: Deus se revelando através da Teofania em Gênesis e Êxodo


Saiba o que é Teofania: Aqui

1. Gênesis
Em Gênesis encontramos Deus “falando” a Caim, a Noé, Abraão e outros, porém não em forma de “teofania”, ou seja, a Bíblia não especifica que tenham ocorridos “aparições” da pessoa divina. A primeira vez que notamos o fato, está em 16.7-14, quando o “anjo do Senhor” aparece para Agar no deserto. Depois, aparecem três anjos a Abrão em forma humana, no cap. 18; dois deles seguem para Sodoma e um deles permanece, aceitando a intercessão do patriarca e sendo chamado de “Senhor” no v.33.
Os dois anjos que foram para Sodoma, embora não fossem chamados de “anjo do Senhor”, o que representa apenas uma aparição angelical, dirigiram-se à casa de Ló, falaram com ele e sua família e os encaminhou na fuga antes da destruição, cap. 19. Novamente o “anjo de Deus” apareceu a Agar no cap. 21, no deserto, porém novamente vemos uma manifestação angelical.
O “anjo do Senhor” apareceu novamente para Abraão em Gn 22, quando do sacrifício de Isaque, v.11. A experiência de Jacó em Betel, Gn 28, é outra ocasião em que ocorreu a teofania e a shekinah, quando ele viu, em sonho, a glória de Deus e depois o Senhor apareceu e falou com ele. No cap. 31, Jacó sonhou com o “anjo de Deus”, o qual lhe forneceu instruções acerca das decisões a tomar. No cap. 32, Jacó luta com um anjo no vau de Jaboque e chama aquele lugar de Peniel: “Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva”, v.30. No cap. 49, quando abençoa seus filhos, Jacó faz menção do anjo que lhe apareceu e o livrou.

2. Êxodo
O livro do Êxodo apresenta a Shekinah divina, onde a nuvem no deserto, a presença divina na arca da aliança, o poder que se manifestou no tabernáculo, 40.34-36 e no Monte Sinai aos olhos do povo eram vívidas demonstrações da Sua glória, Êx 24.15-18. 
Mas encontramos vívida manifestação de teofania na sarça ardente, quando o anjo do Senhor, em meio a uma chama de fogo, falou com Moisés e o comissionou como libertador de Israel, cap. 3,4. No cap. 5, o Senhor lhe apareceu novamente, para o matar, quando Zípora o livrou, v.24,25. Embora em muitas passagens encontremos Deus “falando” a Moisés e Arão, a Bíblia faz uma referência à teofania, quando diz que o “Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar...”, 13:21; 14.19,24.
Enquanto Moisés esteve no monte Sinai, Deus falou com ele, orientou, deu as determinações para o tabernáculo e as leis para Israel, Êx 25-32. Porém, no cap. 33, Deus promete enviar um anjo para caminhar junto com o povo, mas Moisés roga ao Senhor que lhe mostre a Sua glória. O Senhor lhe disse: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”, v. 20. Portanto, o homem somente poderia ver “manifestações” ou “aparições de Deus”, o que aconteceu com Moisés: ele viu o Senhor “pelas costas”, v.23. A glória foi tanta, que seu rosto brilhava ao ponto de ofuscar as vistas de quem o contemplasse, cap.34.

Por Alaid S. Schimidt

quinta-feira, agosto 23, 2012

Estudo: Escatologia - Arrebatamento Igreja


Então seremos arrebatados. Pare e pense! O que é o arrebatamento? Quando ocorrerá? Quem subirá? Suas características.

A palavra “harpazo” vem do grego e significa arrebatados, que por sua vez significa “dominar por meio de força” ou “capturar”. A partir disso temos uma idéia de que o arrebatamento será forte, sério, onde Cristo nos tirará a “força” desta Terra.
As Escrituras Sagradas não nos dão uma data de quando será o arrebatamento, mais através dos textos bíblicos podemos dizer que o arrebatamento antecederá alguns acontecimentos.
Entre os teólogos existem pelos menos três pensamentos de quando sucederá o arrebatamento, que são:
- Pré-Tribulacionismo (Acredita no arrebatamento antes da Grande Tribulação)
- Mid-Tribulacionismo (Acredita no arrebatamento no meio da Grande tribulação) -A última trombeta de 1Co 15.52 é a sétima trombeta de Apocalipse 11.15, que soa na metade da tribulação.
- Pós-Tribulacionismo (Acredita no arrebatamento após a Grande Tribulação)           -Preservação da ira significa proteção sobrenatural para os crentes durante a tribulação, não libertação por ausência (assim como Israel permaneceu no Egito durante as pragas, mas protegido de seus efeitos).
-Há santos na terra durante a tribulação. (Mt 24.22)

Então surge a pergunta, qual é o pensamento correto?
Biblicamente falando o mais coerente é o Pré-Tribulacionismo, veja a seguir alguns textos que nos provam isto:
- Jesus disse que seria como nos dias de Ló (Lucas 17:28-31). Ló saiu de Sodoma e Gomorra e depois Deus destruiu todos. (Gênesis 19-1:29).
- Já em Lucas 17:26-27 Jesus disse que seria como nos dias de Noé. O construtor da arca e sua família entraram no grande barco e foram salvos, os demais morreram. (Gênesis 7:1-24).
- E outros textos mais: 1Tessalonicenses 1:10; Apocalipse 3:10; Isaías 26:20.

Os privilegiados a participarem desse grande acontecimento bíblico serão os salvos(tanto os mortos e os vivos)em Jesus, aqueles que são lavados no sangue do Cordeiro, aqueles que amam sua vinda. É bom lembrar que os mortos em Jesus ressurgirão primeiro e depois nós os vivos seremos arrebatados para o encontro do Senhor nos ares. (1 Tessalonicenses 4:13-18).
O arrebatamento nos reserva algumas coisas curiosas, tais como:
Será muito rápido(1Co15:51-52 ; Mateus 24:27 ; 1Ts 5:1-4 ; 2Pe 3:10 ; Mateus 24:44).
Teremos nossos corpos transformados e imortalizados(1Co15:52b-55)

Depois que formos arrebatados estaremos com o nosso Senhor, mais o que ocorrerá tanto com os arrebatados como com os que não foram levados aos céus?
Durante sete anos os arrebatados estarão nas Bodas do Cordeiro ou Tribunal de Cristo, enquanto os que não foram arrebatados estarão na Grande Tribulação.

Por Kayo César

terça-feira, agosto 21, 2012

Estudo: As quatro pilastras que sustentam a vida cristã


Judas 1- 25

Com simplicidade, humildade e vencendo as perseguições dos imperadores romanos na força do Espírito Santo, foi que a igreja iniciante se instalou em todo o império romano em apenas 40 anos.
No ano 313, o imperador Constantino, juntou o estado com a igreja. Esta junção tornou-se perigosa, pois uma vez que era líder do estado, agora Constantino passa também a chefiar a igreja. O tempo passou e no ano 607, o imperador Focas decretou o Bispo de Roma, como líder mundial da igreja cristã, instituindo assim o papado.
A igreja unida com o estado e governada agora pelo papa tornou-se forte politicamente e economicamente, distanciando-se dos ensinamentos essenciais do evangelho.
Próximo do século XVI, o ensinamento das indulgências estava sendo disseminado em toda a Europa, pois o papa Leão X, estava construindo a basílica de São Pedro e precisava de dinheiro. As indulgências era a venda do perdão dos pecados, que conforme a contribuição da pessoa, o perdão poderia ser parcial ou eterno.
Neste tempo Marinho Lutero, um estudioso da Bíblia, sabedor destes ensinos, no dia 31/10/1517 fixa na porta da igreja de Wittenberg, as 95 teses, contra as indulgências. A Reforma se estabelece, Lutero vence as perseguições e seus ensinamentos produzem mudança. A igreja havia perdido a essência do evangelho, mas Lutero, usado por Deus, dá inicio a reforma protestante que tinha como base, voltar aos princípios do evangelho, e estes princípios eram pelo menos cinco, conhecidos como as 5 solas: Sola Fide, Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia e Sola Deo Gloria. A Reforma trazia à igreja a essência do evangelho.

No texto em que lemos semelhantemente a situação ao qual citamos na introdução, o apóstolo Judas, alerta os cristãos sobre ensinamentos de alguns líderes que surgem e nos distanciam da essência do evangelho. O apóstolo faz um alerta dizendo que esses falsos líderes, pervertem a verdade (v.s.4), que eles são como “sonhadores alucinados”(v.s.8), “murmuradores e interesseiros” (v.s.16) e que “não possuem o Espírito” (v.s.19) descrevendo-os ainda de muitas outras características. Assim como Lutero editou suas teses pautando-as em alguns pilares que as sustentassem, Judas nos versículos 20 e 21, nos mostra onde a vida cristã deve estar pautada.

terça-feira, agosto 14, 2012

Estudo: Mais de Jesus


Gl 4:19b: “...até que Cristo seja formado em vós”.

Como é lindo nós entendermos isso, que podemos ter sempre mais de Jesus em nossas vidas. Se eu te fizesse a pergunta: Você quer mais de Jesus? Creio que a sua resposta seja sim.
Jesus se identificou de várias formas: como o pão da vida, como a fonte de água viva, como o caminho, a verdade e a vida, como o bom pastor e tantas outras formas, e Ele é o nosso Salvador, o único Mediador entre Deus e os homens, Ele é o único suficientemente capaz de perdoar, curar e libertar o homem, e quando nós vemos que é possível ter mais d´Ele em nós, isso no motiva e nos incentiva a fazer o que for preciso para que isso aconteça. E quando Paulo diz aos Gálatas “até que Cristo seja formado em vós”, nós vemos que isso vai e pode acontecer, e é claro, isso não será da noite para o dia, mas a cada dia, um pouco mais de Jesus.
Tem uma banda da Austrália chamada Planet Shakers que eu gosto muito, e tem uma musica deles chamada “Deeper”, e tem uma parte da música que diz assim:

More of You / Mais de Ti
More of You, Jesus / Mais de Ti, Jesus
More of You / Mais de Ti
I need more of You / Eu preciso mais de Ti


Nós só podemos dizer que queremos “mais de Jesus” por 3 motivos básicos e principais:
1) Porque Deus Pai deu Jesus
Em Jo 3:16 diz: “ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que n´Ele crê, não pereça mas tenha a vida eterna”

2) Porque Jesus deu a Si mesmo
Gl 1:4: “O qual Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” 
E na instituição da Santa Ceia Jesus disse: “Esse é o meu corpo que é dado por vós”.

3) Porque Jesus enviou o Espírito Santo
Jo 16:13-15: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Vídeo: Experiências com Deus

quinta-feira, agosto 09, 2012

Estudo: Como contribuir para a destruição da Igreja


Quero fazer um alerta a Igreja de Cristo que se encontra em todas as partes do mundo. Alertar sobre o único motivo que pode destruir a Igreja.
Podemos dizer que isso tem algo ruim e algo bom. O ruim é que existe algo que pode sim, destruir a Igreja. E a boa é que podemos aprender e evitar que isso aconteça.

Gostaria de começar dizendo quais motivos não destroem a Igreja:
1) A Igreja não é destruída por satanás e pelo inferno
Sabemos que satanás é inimigo de Deus, e de tudo que se chama Deus. E como estamos falando da Igreja de Cristo, ele se oporá para tentar impedir, mas ele por si só não destrói a Igreja. Em Mt 16:18 Jesus disse: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Aqui temos algumas coisas: a) A pedra em que a Igreja foi edifica é Cristo e não Pedro, pois Pedro no original quer dizer “pedregulho” b) O próprio Pedro escreveu em 1 Pedro no capítulo 2 que Jesus é a Pedra Angular c) Esse versículo não quer dizer que o inferno persegue a Igreja e a Igreja foge, mas quer dizer que a Igreja avança, e mesmo que o inferno se opor e tentar impedir, ele não pode impedir e muito menos destruir.

2) A Igreja não é destruída pelo pecado
O pecado afasta o homem de Deus, como diz em Is 59:2. Jesus foi enviado para salvação e libertação do homem. O mundo está de baixo de maldição por causa do pecado, mas o pecado por si só não destrói a Igreja. E em Mt 24:12 diz que por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos se esfriaria, mas não diz que destruiria a Igreja.

3) A Igreja não é destruída pelas pessoas
Vemos na história tantas pessoas que se levantaram e tentaram destruir a Igreja, ou com os crentes, mas não tiveram êxito. Pois nenhuma pessoa tem poder para isso.

4) A Igreja não é destruída pelo governo
A história comprova que países que eram irredutíveis com relação à permissão da entrada do evangelho, hoje o evangelho entrou e ganha força cada dia mais. É claro que não podemos negar que isso dificulta, mas não destrói a Igreja, mesmo que eles façam pressão e tal. Temos casos na história de Nero e Hitler, que tentaram, mas não destruíram a Igreja.

quarta-feira, junho 13, 2012

Estudo: Conscientização Missionária - Parte 2


IV – A CONSCIÊNCIA DO ALVO DE MISSÕES
        A ação missionária começa dentro da Igreja e segue em direção ao último pecador    do mundo, At 1:8. O campo é o mundo, Mt 13:38a. 
- Is 40:28 – Deus é universal e não tribal.
- Jo 3:16 – Deus ama o mundo, embora odeie o sistema mundano, Tg 4:4.
- Ez 18:23; 33:11 – Deus não tem prazer na morte do ímpio.
- Mt 12:21; At 13:47 – A solução de Deus para o mundo é o Cristianismo.
- Ez 33:6 – Deus requererá o sangue dos pecadores das mãos dos Seus servos, que são “a boa semente”, Mt 13:38b.

V – A CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL
       Todos os crentes são chamados para ganhar as almas para Cristo. Uns pela oração, outros pela contribuição, outros pelo evangelismo pessoal, outros pela pregação da Palavra, mas todos pelo testemunho, Rm 10: 11-17. A Igreja Primitiva ganhou o mundo pelo evangelismo pessoal e em massa – “cada crente uma testemunha”. Onde houver uma alma não salva, ali é o campo de atuação do cristão.
      Quando os crentes perdem a visão da sua função no corpo de Cristo, em vez de fazerem parte da “Grande Comissão”, entram para o rol da “Grande Omissão”. O Senhor, além de dar Jesus para morrer pelos homens, deu aos homens condições sobejas para cumprirem o seu chamado, por meio do Espírito Santo, o que anula todas as desculpas dos negligentes, Ef 4:8.
      - “Flecha nas mãos do Senhor” – Is 49:2,3; 2 Re 13:14-19.

Estudo: Conscientização Missionária - Parte 1


I. DEFINIÇÕES (Dicionário Aurélio)
-  Conscientização: ato ou efeito de tomar consciência. 
- Consciência: atributo que permite ao homem tomar conhecimento do mundo e relacionar-se com ele, adquirindo níveis mais altos de integração; conhecimento desse atributo; faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados; conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica;  conhecimento, noção, idéia; cuidado com que se executa um trabalho, se cumpre um dever; senso de responsabilidade; honradez, retidão, probidade. 
-  Missionária: relativa ou pertencente a missões.
- Missão: função ou poder que se confere a alguém para fazer algo; encargo, incumbência. O conjunto de pessoas que receberam um encargo religioso, científico, etc; ofício, ministério; obrigação, compromisso, dever; prédica ou sermão doutrinal; estabelecimento, instituição ou instalação de missionários para pregação da fé cristã. Vem de “mitto”, quer dizer enviar, mandar. 
- Missões locais: evangelismo dentro da Igreja e no contexto em que ela se encontra.
- Missões nacionais: implantação de Igrejas em locais ainda não alcançados pelo evangelho ou pela denominação, dentro do território nacional.
- Missões internacionais: evangelização e implantação de igrejas em outros países, com culturas similares ou não.
- Missões transculturais: evangelização de povos, etnias, grupos, com culturas diferentes. Transculturação: processo de transformação cultural caracterizado pela influência de elementos de outra cultura, com a perda ou alteração das já existentes.



segunda-feira, junho 11, 2012

Estudo: Igreja - Agência do Reino de Deus


1. Definição do termo “Agência”
Agência é um “escritório onde se trata de negócios, geralmente ligados à prestação de serviços”, como por exemplo, agência de viagens ou agência de transportes. Também representa uma “sucursal de repartição pública, de banco, ou de casa comercial”, por exemplo, Agência dos Correios e Telégrafos ou Agência do Banco do Brasil em tal lugar. A palavra é usada ainda para designar “diligência, atividade, trabalho”. “Agenciar”, assim, representa “tratar de (negócios) como representante ou agente”; “tratar ou cuidar de”; “lutar por”; “cavar” (Dic. Aurélio).
2. Agência do Reino de Deus
Já vimos, nas questões anteriores, o que representa a igreja e como o Reino de Deus produz uma geração da Igreja de Deus. A Missão terrestre de Jesus, e mais ainda a Sua morte e ressurreição, têm por alvo formar uma comunidade de fiéis, destinada a perdurar e estender-se no intervalo entre sua vinda histórica e sua volta no fim dos tempos. A mensagem completa de Jesus e os atos essenciais do Seu ministério (principalmente a reunião dos discípulos, a instituição da Ceia e a missão confiada aos apóstolos), demonstram claramente que a idéia da Igreja é central no pensamento de Jesus e dirige todos os Seus atos. 
Ao instituir a Sua Igreja, Jesus estava instituindo, na verdade, a agência (sucursal) do Reino de Deus, que daria continuidade à Sua obra na face da terra. Por meio da Igreja, seria formado um povo sobre o qual o Senhor Jesus poderia reinar. Ela, assim, aparece no mundo em conseqüência da ação redentora de Cristo e do dom do Espírito Santo aos apóstolos. A Igreja tem, na sua orientação, a atuação do Mestre por excelência, o Espírito Santo: “Ele vos ensinará todas as coisas”, Jo 14:26. Pertencendo à corporação de Cristo e recebendo a influenciam, treinamento e supervisão direta do Espírito Santo, a Igreja torna-se esse local que trata dos negócios do Reino de Deus.


segunda-feira, maio 28, 2012

Estudo: Crie raízes e frutifique - Parte 3


4. O “TURISTA” – é a pessoa que vive visitando igrejas, trabalhos, programações de outras denominações, não cria raízes em sua própria igreja. Ou então, assume muitas atividades fora e aparece na sua igreja só de vez em quando. Ela fortalece o trabalho de outros e enfraquece o lugar onde deveria cooperar por designação divina, como o turista enriquece a região que visita. A liderança nem sempre é informada das suas programações e fica sem cobertura espiritual. Não cria raízes, não frutifica, não se pode contar com ela. Às vezes é dotada de talentos maravilhosos, que não podem ser desempenhados em sua igreja, sendo substituída por pessoas muitas vezes bem menos capacitadas, por conta das suas atitudes.
Nesse grupo também está o crente que vai à igreja de vez em quando, está sempre ocupado ou embaraçado com seus afazeres particulares, deixando a igreja em último plano para a sua vida. Além de prejudicar sua vida espiritual e a espiritualidade de sua família, essa pessoa dificilmente será nomeada para cargos e funções que a ajudem a produzir frutos para o reino de Deus. “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns”, Hb 10.25. A esta pessoa o Senhor diz: “Congrega-te, sim, congrega-te, ó nação que não tens desejo”, Sf 2.1. A receita da frutificação é desenvolver a unidade com o corpo de Cristo: “Oh! Quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união”, Sl 133.1.

Estudo: Crie raízes e frutifique - Parte 2


2. O DORMENTE – é o que engana a si mesmo, descansando em sua mornidão espiritual. O sono é necessário para recompor as energias físicas e mentais, que permite o melhor desempenho diante das solicitudes da vida. Mas ele torna-se um estorvo à própria saúde quando se dorme demais. O corpo fica carregado de lassidão, a vontade própria fica à mercê da sonolência e nada se consegue desenvolver. Tipo da pessoa que está sempre “cansada”, “na pior”, indisponível para o serviço do Senhor. 
Em 1 Co 11.29-30 Paulo fala dos fracos, doentes e dos que dormem por falta de discernir o corpo do Senhor. A ceia não é apenas um “memorial”, mas um chamado à lembrança do que Cristo fez por nós e por todos, permitindo o cancelamento dos nossos pecados e nos conduzindo à novidade de vida, transformando-nos num só corpo. O corpo do Senhor é vivo, ativo, precisa de cada membro com sobriedade, inteligência, santidade e disposição, para que possa agir e interagir na família, na Igreja, no mundo e na sociedade carente de Deus. 
A pessoa que não discerne o seu papel no corpo de Cristo está “adormecida”. Apenas contempla o evangelho “de longe”, sem entender o seu chamado e sem atender à sua nomeação como escolhido do Reino. Está a um passo da morte espiritual. A esta, diz Salomão: “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados; Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado”, Pv 6.9-11. E Paulo conclama: “Desperta, tu que dormes, levante-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”, Ef 5.14. 

3. O NEGLIGENTE – é o que, pela escolha do Senhor, é nomeado para desempenhar atividades, exercer cargos e cumprir obrigações dentro da igreja. Mas se embaraça com outras coisas, perde a visão do seu chamado, esquece que foi escolhido e leva a obra de Deus de qualquer maneira. Determina quando e como vai servir a Deus e costuma colocar outras prioridades em sua vida que não sejam as coisas do Senhor. Em vez de deixar Deus decidir o melhor para ele, escolhe o que acha que deve ou não fazer, dando preferências a pessoas, grupos e outras formas de separatismo. “O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece”, Pv 10.4. 
Este conhece bem a técnica da “desculpa”, pondo defeitos em tudo e em todos, colocando empecilhos, cheio de “razões” para não servir a Deus ou servir do seu modo, prejudicando os que caminham com ele. Essa pessoa dificilmente chega no horário, sempre “esquece” alguma coisa importante, costuma faltar, deixa de cumprir obrigações e “empurra” suas tarefas “com a barriga”. Desperdiça o tempo, as oportunidades, o chamado e a chance de servir a Deus de forma agradável e aprovada. Ao tornar-se indolente, na verdade, ele está se afastando de Deus, da oração, do compromisso com a Bíblia, da vida normal da Igreja. “O negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador”, Pv 18.9. 
Jesus transmitiu a parábola dos talentos, em Mt 25, salientando que os servos devem ser zelosos em multiplicar os bens espirituais que a eles foram dados. O mau e negligente servo perde a confiança de Deus, do próximo, da Igreja, caminha sempre na corda bamba e, o que é pior, corre o risco de ser apartado do Senhor na eternidade. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”, Ap 2.5.

Por Alaid S. Schimidt

Estudo: Crie raízes e frutifique - Parte 1


“Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades, e deis frutos e vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai, em Meu nome, Ele vo-lo conceda”, Jo 15.16. 

Embora tenhamos que fazer uma decisão e entregar nossas vidas ao Senhor Jesus, aceitando o apelo da salvação, na verdade é Ele quem nos escolhe. Quando nos decidimos, apenas estamos respondendo “sim” ao chamado que Ele nos fez. É assim que pessoas tristes, desamparadas, desacreditadas, limitadas, rejeitadas, humilhadas, são por Ele valorizadas, alcançadas, transformadas, abençoadas e abençoadoras. Pelo Espírito Santo, os escolhidos são chamados a se santificarem pela fé na verdade da Palavra, e serem por Ele tornados aptos a cooperar com a expansão do Reino de Deus, tornando-se participantes da glória divina (2 Ts 2.13). 
A escolha do Senhor ao nos chamar é feita com propósitos por Ele definidos, que nos são revelados gradualmente, a partir das nossas decisões ao Seu lado. Primeiramente Ele nos escolhe, depois nos nomeia e depois nos envia. Ninguém escolhe os piores. Se vamos colher algum fruto, escolhemos sempre os maiores, mais bonitos, melhores à vista. Mas nem sempre as escolhas pela vista são as melhores. Quantos frutos bonitos na aparência que, quando abertos, estão estragados! Mas Deus conhece a essência. Ele disse acerca de Davi, o aparentemente inferior dentre os irmãos: “o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”, 1 Sm 16.7.
Se o Senhor nos escolheu, é porque vê em nós condições sobejas para realizar tudo o que planejou a nosso respeito. Ele sabe onde está investindo. Após a escolha, Ele faz a nomeação, publicando oficialmente que agora somos Dele e estamos ao Seu serviço. “Eu vos escolhi e Eu vos nomeei”, é o que o Senhor nos diz.

terça-feira, maio 15, 2012

Estudo: Morte Sacrificial de Jesus


Teologicamente, um sacrifício representa uma oferta solene à divindade em forma de vítimas ou donativos. O propósito dos sacrifícios, freqüentemente declarado no livro de Levítico, é “fazer expiação” reconciliar pessoas que estavam em inimizade, Rm 5:11. O derramamento de sangue devia acompanhar todas as ofertas de acordo com a religião de Yahweh. Sem isso não havia remissão de pecados. O sacrifício incruento era inaceitável a Deus. É certo que, em alguns casos, como de extrema pobreza, eram permitidas as ofertas sem efusão de sangue, aceitas somente em junção com o sangue do altar, LV 2:2,8; 5:11-13. Porém, não havia exceção aos sacrifícios pelo pecado e pelas transgressões.
O sacrifício de Cristo é um dos principais temas do Novo Testamento. Sua obra salva¬dora é algumas vezes referida por meio de termos éticos, algumas vezes por meio de termos penais, mas freqüentemente também por meio de termos sacrificiais.  Cristo é chamado de cordeiro de Deus que foi morto, cujo sangue precioso tira o pecado do mundo, Jo 1:29,36; l Pe 1:18,19; Ap 5:6-10; 13:8. Um cordeiro era o animal empregado em vários dos sacrifícios da lei. Mais especi¬ficamente, Cristo é referido como o verda¬deiro cordeiro pascal, l Co 5:6-8, como uma oferta pelo pecado, Rm 8:3; Lv 5:6,7,11; 9:2,3; Sl 40:6, e em Hb 9-10 Ele é reputado como o cumprimento dos sacrifí¬cios da aliança de Êx 24, da novilha verme¬lha de Nm 19, e das ofertas do Dia da Expiação.  
O Novo Testamento constantemente identifica nosso Senhor com o Servo so¬fredor de Is 52 e 53, que é uma oferta pela culpa, Is 53:10, com o Messias (Cristo) de Dn 9, o qual haveria de fazer expiação pela iniqüidade, v. 24.  Emprega ainda os termos “propiciar” e “resgate” a respeito de Cristo, dando-lhes um significado sacrificial, e a idéia de ser purificado pelo Seu sangue, l Jo 1:7 é sa¬crificial. A morte de Cristo efetuou reconciliação. Reconciliar significa mudar. A reconciliação efetuada pela morte de Cristo significa que o estado de alienação em relação a Deus em que o homem vive foi mudado, de modo que ele agora pode ser salvo, 2 Co 5:19 . Quando o homem crê, seu antigo estado de alienação de Deus é mudado e ele se torna membro da família de Deus.
Esta doutrina é mais completamente ex¬plorada na Epístola aos Hebreus. O escritor sagrado frisa a importância, no sacrifício de Cristo, de Sua morte, 2:9,14;9:15-17,22,25-28;13:12,20, e o fato que Seu sacrifício está terminado, 1:3; 9:12,25-28; 10:10,12-14,18. Tudo quanto custava algo no sacrifício — a parte do doador e da vítima — teve lugar na cruz; faltava apenas a parte sacerdotal — a apre¬sentação a Deus por parte de um mediador aceitável — e isso Cristo realizou ao entrar na presença de Seu Pai, por ocasião de Sua ascensão. 
A doutrina da salvação é, ao mesmo tempo, simples e complexa. Por um lado, a maioria dos crentes pode e sabe dizer João 3:16 de cor, ou citar a resposta de Paulo ao carcereiro de Filipos sobre o que é necessário para a salvação, At 16:31. Por outro lado, é de suma importância entender como um Deus-homem totalmente santo poderia se tornar pecado e morrer em benefício de homens pecadores e rebeldes. A verdadeira salvação é aquela oferecida pelo próprio Deus pela morte sacrificial de Seu Filho Jesus Cristo. Não há outro meio pelo qual alguém possa ser salvo da condenação eterna e receber vida eterna, At 4:12.

Por Ev. Alaid S. Schimidt

sexta-feira, maio 11, 2012

Estudo: Morte substitutiva de Jesus


Definição: “Uma pessoa morre para que a outra possa ter vida”. 
No Éden, a vida era perfeita, não havia sofrimento, não havia dor, nem morte. Nossos primeiros pais - Adão e Eva, entretanto, fizeram uma escolha equivocada; violaram a lei de Deus e o pecado entrou na raça humana. O homem separou-se de Deus, carregando sobre si uma terrível sentença de morte, a morte espiritual que impõe separação entre o Deus santo e o homem pecador. Apesar de tudo isso, prevaleceu o amor de Deus: enquanto o homem rompia em desobediência, Deus preparou um plano de resgate da sua criatura mais preciosa; o prisioneiro do pecado e escravo do engano não foi abandonado à própria sorte, Gn 3:15. 
A sentença de morte fora pronunciada antes mesmo da transgressão; depois, só restava a Deus executar a pena do condenado. A morte era inevitável, mas a partir dessa dura realidade é possível compreender então o sentido desse magnífico título de Jesus - O Filho do homem. A conta ou pena que era nossa foi paga por Deus que se fez homem, sofrendo Ele mesmo, na própria carne (de Jesus) a execução da sentença que nos era inteiramente desfavorável. Por isso, Isaías profetizara setecentos anos antes do Calvário de Cristo: “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele”, Is 53:5. Esse o sentido do sacrifício vicário de Cristo, o exato sentido da morte substitutiva de Jesus em favor de todo aquele que crê. 
Em Cl 2:13,14, assegura que, na Cruz, Jesus cancelou o escrito de dívida que era contra nós.Cristo morreu em nosso lugar, o seu sangue foi derramado, para que pela Sua morte substitutiva, o homem, que estava morto espiritualmente, recebesse vida espiritual, ou seja, para que o seu espírito fosse vivificado: “Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”, Hb 2:9. Vemos em 2 Co 5:14: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. E em 1 Pe 3:18: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito”.