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segunda-feira, agosto 22, 2011

Termo: Afeição

Forte apego caloroso, pessoal, tal como o existente entre amigos genuínos.
A palavra hebraica hha•sháq, traduzida por ‘ter afeição’ em Deuteronômio 7:7, tem o significado básico de ‘afeiçoar-se a’. (Gên 34:8) O verbo grego fi•lé•o é traduzido por ‘ter afeição’, ‘gostar’, ‘estar afeiçoado a’ e "beijar". (Mt 10:37; 23:6; Jo 12:25; Mr 14:44) ‘Ter afeição’ expressa um vínculo muito íntimo, da espécie que existe entre pais e filhos em famílias achegadas. Jesus sentia tal profunda afeição pelo seu amigo Lázaro, de modo que ‘se entregou ao choro’ em conexão com o falecimento de Lázaro. (Jo 11:35, 36) A mesma expressão é usada para mostrar o apego forte, caloroso e pessoal que Jeová tem ao seu Filho e aos seguidores de seu Filho, bem como o sentimento caloroso dos discípulos pelo Filho de Deus. — Jo 5:20; 16:27; veja 1Co 16:22.
Deve-se notar que há uma diferença entre os verbos gregos fi•lé•o e a•ga•pá•o, embora muitos tradutores não diferenciem estas palavras. (Veja AMOR.) A respeito da diferença entre estas palavras, F. Zorell (Lexicon Graecum Novi Testamenti, Paris, 1961, col. 1402) diz: "[A•ga•pá•o] significa a espécie de amor a alguém ou a alguma coisa suscitado livremente e de nossa iniciativa por causa de motivos claramente percebidos; [fi•lé•o] difere disso no sentido de indicar uma espécie terna e afetiva de amor, tal como surge espontaneamente na nossa alma para com parentes ou amigos, e para com as coisas que consideramos deleitosas."
O uso destes dois verbos, em João 21, é digno de nota. Jesus perguntou a Pedro duas vezes se o amava, usando o verbo a•ga•pá•o. Ambas as vezes Pedro afirmou fervorosamente que tinha afeição por Jesus, usando a palavra mais íntima fi•lé•o. (Jo 21:15, 16) Por fim, Jesus perguntou: "Tens afeição por mim?" E Pedro novamente assegurou que sim. (Jo 21:17) Pedro afirmou assim seu apego caloroso e pessoal a Jesus.
Amor fraternal (gr.: fi•la•del•fí•a, literalmente: "afeição a um irmão") deve existir entre todos os membros da congregação cristã. (Ro 12:10; He 13:1; veja também 1Pe 3:8.) De modo que as relações existentes na congregação devem ser tão íntimas, fortes e calorosas como numa família natural. Embora os membros da congregação já mostrem ter amor fraternal, são exortados a fazer isso em medida mais plena. — 1Te 4:9, 10.
A palavra grega fi•ló•stor•gos, significando "ter terna afeição", é usada com respeito a alguém que é achegado a outro com cordial intimidade. Uma das raízes deste termo composto, stér•go, é freqüentemente usada para denotar afeição natural, como entre os membros duma família. O apóstolo Paulo incentivou os cristãos a cultivar esta qualidade. (Ro 12:10) Paulo indicou também que os últimos dias ficariam caracterizados por pessoas "sem afeição natural" (gr.: á•stor•goi), e que tais pessoas merecem a morte. — 2Ti 3:3; Ro 1:31, 32.
O substantivo grego fi•lí•a (amizade) é encontrado apenas uma vez nas Escrituras Gregas Cristãs, no lugar em que Tiago adverte que "a amizade com o mundo é inimizade com Deus . . . Portanto, todo aquele que quiser ser amigo [gr.: fí•los] do mundo constitui-se inimigo de Deus". — Tg 4:4.
Gosto Pelo Dinheiro. Alguém pode desenvolver amor ao dinheiro (gr.: fi•lar•gy•rí•a, literalmente: "gosto pela prata") e causar-se muito dano. (1Ti 6:10, Int) No primeiro século EC, os fariseus eram amantes do dinheiro, e esta seria uma característica das pessoas nos últimos dias. (Lu 16:14; 2Ti 3:2) Em contraste, a maneira cristã de vida deve estar "livre do amor ao dinheiro" (gr.: a•fi•lár•gy•ros, literalmente, "não ter gosto pela prata"). (He 13:5) Para conseguir o cargo de superintendente na congregação cristã, uma das qualificações a serem satisfeitas é a de ‘não ser amante do dinheiro’. — 1Ti 3:3.
Ternas Afeições (Ternas Compaixões). Fortes emoções freqüentemente afetam o organismo. Por isso, a palavra grega para intestinos (splág•khna) muitas vezes é usada para denotar "ternas afeições" ou "ternas compaixões". — Veja 2Co 6:12; 7:15; Fil 2:1; Col 3:12; Flm 7, 12, 20; 1Jo 3:17.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Termo: Vigilância


No contexto da Parusia é um dos pilares da moral cristã(Mc 13,33-37; Mt 24,42-44; 25,13; Lc 12,36-40; 1Ts 5,1-7; 2Tm 4,5-7; 2Pd 3,10).
É preciso vigiar nas tentações (Mt 26,37-46; 1Cor 16,13; Cl 4,2; Ef 6,1-20; 1Pd 5,8).
Os anciãos de Éfeso devem vigiar nos combates pela fé (At 20,29-31; 1Cor 16,13).
A vigilância tende a manifestar-se nas vigílias litúrgicas e na oração (Ef 6,18; Cl 4,2; Lc 6,12; 21,36; Mc 14,38).

quinta-feira, agosto 04, 2011

Termo: Nuvem

Em muitas religiões as nuvens pertencem à esfera do divino. Por isso são elemento integrante das teofanias ou aparições divinas. A coluna de nuvens é a presença divina que acompanha e protege os israelitas na saída do Egito (Ex 13,21). Nuvens envolvem o monte Sinai (19,16) e uma nuvem envolve a tenda da reunião (Nm 9,15-23 e nota), a cena da transfiguração e a da ascensão de Jesus (Lc 9,34; At 1,9). Quando Cristo voltar, na segunda vinda, virá sobre as nuvens do céu (Mc 14,62).

quarta-feira, julho 20, 2011

Termo: Galaad

Originariamente era o nome de uma montanha ao sul do rio Jaboc, na Transjordânia (Gn 31,47s). Depois passou a indicar a região ao norte e ao sul do Jaboc, inclusive a de Mádaba (cf. Nm 32,1 e nota). Outras vezes pode ser o nome do filho de Maquir ou até de uma tribo (cf. Jz 11,1 e nota).

segunda-feira, julho 18, 2011

Termo: Altar

Feito de terra ou de pedras (Ex 20,24), o altar servia em geral para oferecer sacrifícios; ocasionalmente é um monumento que lembra experiências religiosas dos patriarcas (Gn 12,8; 13,8; 26,25; 33,20). O altar tinha nos ângulos quatro pontas salientes, chamadas também “chifres”; elas simbolizavam o poder e a força de Deus (Ex 27,2; 37,25). Um criminoso agarrando-se nelas poderia garantir para si o asilo (21,14; 1Rs 1,50) e escapar à vingança de sangue. No templo havia o altar dos holocaustos e o altar do incenso.
No NT o altar perde sua importância, pois Cristo aboliu com seu sangue os sacrifícios cruentos do AT (Hb 9,28). Em seu lugar ganhou importância a mesa, pois a eucaristia celebra a ceia do Senhor (1Cor 11,20).

terça-feira, junho 14, 2011

Termo: Parusia

Significa a entrada solene do rei na sua capital (2Sm 6; 1Rs 1,38-53; 2Rs 11,1-16).
No AT aparecem duas tendências: parusia futura –vinda do Rei-Messias (Zc 9,9s; Is 40,9-11); outra, recordando que é Deus o Rei de Israel, anuncia uma vinda de Deus em pessoa (Is 46,9-13; 52,7s; Zc 1,3.16; 2,9-13; 8,2s).
A entrada de Cristo em Jerusalém é narrada num contexto de Parusia (Mt 21,1-11). O Batista é o arauto desta chegada (Mt 3,11s). Cristo, porém, diz que a hora de sua manifestação não chegou (Jo 7,2-9; 18,35; 14,3).
Na linha da segunda tendência do AT, acima descrita, a vinda do Filho do homem é apresentada com elementos divinos (Mt 16,27s; 24–25; Lc 21,25-33).
Textos relativos à Parusia gloriosa (1Cor 1,8; 15,23; 1Ts 2,19; 3,13; 4,15; 2Pd 1,16; 3,4.12; 1Jo 2,28). Veja “Dia do Senhor”e a nota em 2Ts 2,1-12.

segunda-feira, junho 06, 2011

Termo Bíblico: Efod

Pode indicar uma estátua de um ídolo (cf. Jz 8,27; 17,5 e notas) ou a parte da veste sacerdotal que continha a bolsa dos urim e tumim, usados para dar as respostas oraculares (cf. Ex 25,7; 28,6 e notas).

terça-feira, maio 24, 2011

Termo Bíblico: Nazireu

 Pessoa  consagrada  a  Deus.  Em  virtude  desta  consagração,  tanto  a  mãe,  durante  a gestação, como o futuro nazireu deviam abster-se de certos alimentos e bebidas, ou de cortar o cabelo (Jz 13,4s). Sansão (13,4-7; 16,17), Samuel (1Sm 1,11) e João Batista (Lc 1,15) eram nazireus. O nazireato foi institucionalizado e regulamentado por lei (cf. Nm 6,1-21 e nota). No NT S. Paulo, junto com outros cristãos, faz um voto temporário de nazireato (At 18,18; 21,23-26).

terça-feira, maio 17, 2011

Termo Bíblico: Consciência

 Esta  realidade, sobretudo no AT,  existe  sob  o  nome de  coração  e rins.  Estes  últimos englobam o mundo passional do inconsciente. Deus é aquele que penetra e julga os rins e o coração (Sl 7,9-13; 16,7-9; 139; Jr 11,19-20; 12,1-3; 17,9-11; 1Rs 8,37-40; 1Jo 3,19-21; 1Sm 16,6-11; Jó 27,1-7). Afasta os corações endurecidos (Is 6,9-10; At 7,51-54; Jo 12,37-43).
 A consciência arrependida é um coração despedaçado (Jl 2,12-17; Sl 51,18-19; 2Cr 6,36-39; 15,11-14). É preciso circuncidar o coração, evitando o formalismo (Jr 4,1-4; 9,24-25; Dt 10,15-17; Rm 2,25-29).
 Deus dá um coração novo, isto é, uma nova consciência (Jr 31,31-34; 32,37-41; Ez 11,17-21; 36,23-28). Daqui a expressão “amar a Deus com todo o coração”(Dt 6,4-6; 10,12-13; 13,4-5; 30,1-6; Mt 22,34-37). Assim a moral do NT é uma moral interior, do “coração puro”(Sl 64,10-11; Mt 5,8.28; 6,1-6; 1Pd 1,21-23; Hb 9,13-14; 10,19-23; 1Cor 4,3-5; 2Cor 1,12-14; Rm 2,12-16; 13,5; 14,10-23).

quarta-feira, maio 04, 2011

Termo Bíblico: Adorno

Ornato, atavio, enfeite. Ornamentos com ouro, prata, pedras preciosas, eram usados em construções, como do templo de Salomão, 1 Re 6,7 e outros palácios e também em cidades, Ap 18:16. Os fariseus adornavam as sepulturas, Mt 23:29. João viu a Nova Jerusalém ataviada como noiva, Ap 21:2. O enfeite faz parte da apresentação pessoal, sendo que foi um assunto relevante na Igreja no tempo dos apóstolos. Paulo o abordou, 1 Tm 2:9 e Pedro também, 1 Pe 3:3-5. O V.T. também fala sobre os adornos em diversos textos, ver Is 3:16-24, Ez 16 e Os. 2:13. Um registro sobre os enfeites de Jezabel encontra-se em 2 Re 9:30.
No tocante aos adornos físicos, a Bíblia chama a serva de Deus à moderação, 1 Tm 2:9. Pedro enfatiza mais o enfeite espiritual, como a mansidão e a obediência, que embelezam o caráter da mulher, 1 Pe 3:3. O texto de Pv 31:30 ressalta que a graça e a formosura são enganosas, mas a mulher é louvada pelo seu temor ao Senhor. Figuradamente, deve-se adornar a doutrina, Tt 2:10; enfeitar “o homem escondido no coração”, 1 Pe 3:4; Is 61:10; ornar-se de excelência e grandeza, Jó 40:10; ornar-se com amor, Ct 3:10. O ensino do pai e a instrução da mãe são diadema de graça para a cabeça e colares para o pescoço, Pv 1:9; 3:22. A língua dos sábios é adorno, Pv 15:2. O entendimento dará diadema de graça e coroa de glória, Pv 4:9. O Senhor adorna os humildes de salvação, Sl 149:4. A Igreja do Senhor é recamada de ouro, representando a sua importância e supremacia, Sl 45:13.
Quando o espírito imundo sai do ser humano, ele torna-se uma “casa” varrida e ornamentada, Mt 12:44. Isto representa a pessoa adornada com salvação, com mudança no caráter, com a limpeza de todo o pecado que “enfeia” a pessoa. Se ela mantiver sua “casa” limpa, adornada, o inimigo não terá poder sobre ela, porém se deixar de vigiar e orar, sofrerá os agravos de um grupo maior de demônios a atormentar a sua vida, v.45.
Pv 7:10 fala sobre os “enfeites da prostituta”, que são sensuais, provocantes, bem diferentes dos usados pela mulher honrada. O adorno, se não for usado com modéstia e moderação, pode despertar o sensualismo e provocar desejos impuros aos olhos dos homens, conduzindo à prática do adultério. Despojar-se dos atavios é sinal de humilhação, Ex 33:4-6; Is 3:18.

segunda-feira, maio 02, 2011

Termo Bíblico: Cativeiro

Houve dois cativeiros ou exílios na história do povo eleito. Em 722 aC foi deportada para a Assíria a população do reino do Norte, invadido e destruído pelos assírios (2Rs 17). Em 587 aC foi deportada para a Babilônia boa parte da população do reino do Sul, quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém (2Rs 25). Durante o cativeiro da Babilônia os exilados foram confortados pelas palavras do profeta Ezequiel e de um profeta anônimo (Is 40–55).
Eles reavivaram as esperanças de um retorno à pátria, o que aconteceu com o edito de Ciro (538 aC), o rei dos persas, que conquistou a Babilônia (Esd 1,1-4). A dura provação do exílio contribuiu para uma profunda revisão das crenças e renovação espiritual de Israel. O cativeiro da Babilônia é o símbolo do homem decaído e libertado pela graça de Jesus Cristo (Hb 2,14s).

segunda-feira, abril 18, 2011

Termo: Herança

No sentido em que nós entendemos a palavra, o israelita herdava a propriedade de seu pai (Lv 25,46). Mas a palavra hebraica “herdar”(nahal ) tem um sentido mais amplo que em português. Israel recebe como herança Canaã, que é propriedade do Senhor (Js 22,19), prometida aos patriarcas (Gn 12,7). Canaã e o povo de Israel são herança de Deus, sem que ele os tenha recebido de outrem (Ex 15,17; Dt 9,26-29). O sacerdócio é a herança da tribo de Levi (Js 18,7). Quanto à legislação sobre a herança, que passa de pais a filhos, ver Nm 27,1-19 e Dt 21,15-17.
No NT, além de seu sentido comum, o termo “herança”assume um novo significado, porque a relação entre Deus e os homens é vista como a existente entre pai e filho. Cristo é o herdeiro de Deus (Hb 1,2) e os cristãos, como filhos de Deus, são “co-herdeiros de Cristo”(Rm 8,17; Gl 3,29). Este direito de herdar, recebido no batismo (1Pd 1,3-5), é garantido pelo Espírito Santo (Tt 3,5-7).

sexta-feira, abril 08, 2011

Termo Bíblico: Leite e Mel

São produtos naturais da terra de Canaã, obtidos sem muito trabalho. Por isso a Terra Prometida é descrita, em oposição ao deserto, como “terra onde corre leite e mel”(Ex 3,8; Nm 13,27; Dt 6,3). Leite e mel simbolizam as bênçãos divinas da Terra Prometida. A abundância de leite é sinal de prosperidade e riqueza e imagem da felicidade dos tempos messiânicos (Jl 4,18; Is 55,1; 60,16).

segunda-feira, março 21, 2011

Termo Bíblico: Hosana

Grito de alegria para saudar a Deus ou ao rei, que significa “salva, ajuda, por favor”. Era usado nas festas (Sl 118,25s), como Páscoa e Tabernáculos. Jesus foi saudado com esta aclamação ao entrar triunfalmente em Jerusalém (Mt 21,9.15).

sexta-feira, março 18, 2011

Termo Bíblico: Dominações

Personificação de poderes supraterrestres, relacionados com Satã, príncipe deste mundo (Rm 8,38; 1Cor 15,24; Ef 1,21), mas que não são os anjos maus. O cristão não deve temêlos pois são criaturas de Deus (Cl 1,16), mesmo que possam hostilizá-lo (Ef 6,12), porque Cristo os subjugou (Cl 2,10-15; 1Pd 3,22).

quarta-feira, março 09, 2011

Termo Bíblico: Promessa

O termo não ocorre no AT, mas o conceito está presente. Deus promete ao homem e cumpre a sua palavra (Is 40,8), que é eficaz (Is 55,9-11). Deus prometeu numerosa descendência, uma terra e a bênção a Abraão. A Davi prometeu uma dinastia estável (2Sm 7,5-16; 1Rs 2,4), promessa atualizada pelas promessas messiânicas e escatológicas (Is 2,2- 5; 11,1-9). As promessas, fruto da bondade e misericórdia de Deus, são garantidas por sua fidelidade.
No NT o aspecto profético da palavra de Deus e a história do povo eleito são chamados promessa, que teve sua realização em Cristo. A promessa realizada se torna o anúncio da boa-nova (At 13,32). A promessa caracteriza a gratuidade dos dons divinos em oposição às obras da Lei (Rm 4,13-21; Gl 3,17-22). Em Cristo as promessas divinas se tornaram um “sim”(2Cor 1,20; Ap 3,14).

quinta-feira, março 03, 2011

Termo Bíblico: Levirato

O termo vem do latim levir, “cunhado”. Normalmente o casamento entre cunhados era proibido (Lv 18,16; 20,21). Mas a lei do levirato obriga o cunhado a casar-se com a cunhada, quando esta ficou viúva sem ter tido um filho homem (cf. Dt 25,5s e nota). O primeiro filho desta união era considerado filho e herdeiro do falecido. A finalidade principal de tal matrimônio era conservar o nome do falecido e a propriedade dentro do clã (cf. Gn 38; Rt 4,3-5; Mt 22,24 e notas).

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Termo bíblico: Justificação

Justificar é declarar alguém inocente (Dt 25,1; Is 5,23). O plano de Deus é justificar a muitos homens por meio do sofrimento de seu Servo (Is 53,11). Jesus veio para justificar os pecadores (Mt 9,13). A justificação se obtém não pelas boas obras mas pela fé em Jesus Cristo (Rm 3,21–4,25; Gl 2,15s; Ef 2,1-12). É um dom gratuito de Deus em Cristo (Rm 3,23- 25; 4,5-8; 5,9-11.18-21; Tt 3,7). É efeito da obediência, da morte e ressurreição de Cristo (Rm 5,19; 3,24s; Gl 2,21). Supõe um ato de fé (Rm 3,26-30; 5,1; 10,6; Gl 2,16-21; 3,6-12) e recebe-se no batismo (Tt 3,5-7; Rm 6,1-14; Ef 4,22-24). Justificado, o homem recebe o perdão dos pecados e participa da vida divina pela graça.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Termo Bíblico: Memorial

É a parte dos sacrifícios de cereais que, com ou sem incenso, é queimada pelo sacerdote no altar, em combinação com a oferta de comestíveis (cf. Lv 2,2 e nota), sendo o restante reservado à manutenção dos sacerdotes. É, pois, a parte do sacrifício que pertence exclusivamente a Deus: a oferta faz Deus lembrar-se do homem, ou leva o homem a lembrar-se de Deus, a quem pertencem todos os sacrifícios.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Termo Bíblico: Benção

Pode ser entendida como louvor do homem que bendiz a Deus por suas obras ou benefícios recebidos. Tal tipo de bênção (bendição) é freqüente nos Salmos. Bênção é também a ação de Deus em relação ao homem, enquanto objeto de seus benefícios, como a vida, a fecundidade, a paz e o bem-estar em geral (cf. Sl 131; 134). Na Bíblia a bênção pode ser pronunciada pelo homem. Assim, os sacerdotes abençoam diariamente os israelitas (cf. Nm 6,23-27 e nota); os patriarcas abençoam os filhos antes de morrer (Gn 9,26s; 27,27-29; 49; Dt 33). O homem pode ser também intermediário da bênção divina, como Abraão, escolhido para nele ser abençoada toda a humanidade (Gn 12,1-3).
No Antigo Oriente as fórmulas de bênção ou de maldição eram consideradas eficazes, no sentido de que realizavam o que diziam, sobretudo quando escritas (cf. Nm 5,23). Por isso, os códigos de leis e tratados de aliança eram concluídos com fórmulas de bênção e maldição (cf. Lv 26; Dt 28 e notas). Sua finalidade era impedir o desprezo das leis ou a violação dos tratados e promover a fiel observância dos mesmos.
A vontade de Deus é que a bênção tome o lugar da maldição (Ez 34,24-30; Zc 8,13; Is 44,3; 53,1-12). Isto se deu em Jesus: fazendo-se por nós maldito, cobriu-nos de bênçãos divinas (Gl 3,10-11; 1Pd 2,22-24; cf. Rm 8,3; 2Cor 5,21).