Pages

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Estudo Bíblico: E sereis uma Benção

“E há de acontecer, ó casa de Judá, ó casa de Israel, que, assim COMO FOSTES MALDIÇÃO entre as nações, ASSIM VOS SALVAREI, e SEREIS BÊNÇÃO; não temais e sejam fortes as vossas mãos”, Zc 8.13.

Amados, este versículo nos traz uma antítese: ser maldição e ser bênção. O texto nos leva a crer que, sem a salvação, somos maldição. Isto é verdade, pois a salvação muda a nossa maneira de pensar, de agir, de comportar. Em suma, nos faz novas criaturas, nascidas de Deus, com o caráter de Deus e voltados para fazer a vontade de Deus. Sem a salvação, somos carnais e nossos pensamentos e atitudes também seguem a orientação meramente humana, desvinculada do querer divino.

Continuando a leitura do capítulo 8 de Zacarias, nos vv. 14 e 15, o Senhor diz que o desejo Dele é fazer o bem para o Seu povo. E aí Ele mesmo dá a receita de como ser bênção e como alcançar o bem:
“EIS AS COISAS QUE DEVEIS FAZER: falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor”, vv. 16-17.
Vejamos os quatro itens que compõem este texto e que o Senhor relaciona serem imprescindíveis para que sejamos bênção e não maldição:

a) FALAR A VERDADE CADA UM COM O SEU PRÓXIMO. Não é fácil falar a verdade. Em nossa atitude carnal, temos a tendência de transferir responsabilidades e culpas, como nossos primeiros pais: Adão culpou Eva, Eva culpou a serpente, Gn 3.12,13. É difícil assumir a verdade dos fatos vividos.
Também é do costume humano, quando se conta um “conto”, acrescentar “um ponto”. Mas o Senhor continua exortando: “falai a verdade”. Jesus disse que o mentiroso é filho do diabo, Jo 8.44. Todo o que “ama e comete a mentira”, além de ser maldição na terra, vai sofrer as penas malditas do lago que arde com fogo e enxofre, Ap 21.8.

b) EXECUTAR JUIZO NAS NOSSAS PORTAS, SEGUNDO A VERDADE, EM FAVOR DA PAZ. Isto representa que dentro da nossa casa, do nosso quarto ou de qualquer recinto em que se “fecha a porta”, é preciso cuidar com o que falamos e com o que ouvimos. Aliás, essa área do “ouvir” é preocupante, quando ouvimos apenas uma parte e não ouvimos a “outra” parte. Julgamos, sem dar direito de defesa. Acreditamos, sem saber a versão de todas as pessoas envolvidas. Passamos para a frente, sem analisar as conseqüências de acreditar em tudo que ouvimos.
Devemos tomar cuidado com as pessoas que falam demais, com as que se precipitam com a sua boca e aquelas que fazem piada de tudo. Geralmente as pessoas mais “engraçadas” são também as mais “difamadoras”.
Nossa casa deve ser um recinto de verdade e de paz. Tudo que vier roubar a paz, a tranqüilidade, tudo que for difamatório, tudo que for irreal, deve ser proibido dentro do nosso lar. Inclusive programas de televisão, músicas profanas e aquilo que traga desarmonia com a verdade bíblica deve ser banido, rejeitado, para que sejamos “bênção”.

c) NÃO PENSAR MAL NO CORAÇÃO CONTRA O PRÓXIMO. Se a sentença anterior nos exorta a cuidar com o que falamos e o que ouvimos, agora o Senhor vai mais longe: nossos pensamentos com relação ao nosso próximo devem ser bons, e não maus. Esse “próximo” representa as pessoas perto de nós, aquelas com quem temos contatos diretos.
O pensamento deve ser policiado, sondado, pois todos os males nascem antes na área mental e depois se materializam ou se executam. Ninguém rouba antes de pensar: “vou roubar”. Ninguém mente sem antes meditar: “vou falar assim ou assim”. Foi por isto que o salmista orou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”, Sl 139.23-24.

d) NÃO AMAR O JURAMENTO FALSO. Aí vai além de “falar a mentira” ou negligenciar “a verdade”. É “jurar” que a mentira é verdade. É empenhar a palavra numa coisa que sabe ser falsa, inverídica. É “bater o pé” para manter o posicionamento, mesmo que firmado na mentira.
Se estas coisas aborrecem os homens, quebram relacionamentos, desfazem sentimentos, imaginemos como não se aborrecerá o Senhor! A ordem para Abraão foi: “Sê tu uma bênção!”, Gn 12.2. A ordem para nós não é diferente. Se queremos agradar ao Senhor, se queremos ser bênçãos, o texto de Zc 8.13-17 nos orienta que, acima de qualquer coisa, devemos ser trabalhados em nosso caráter. A nossa maneira de falar, de ouvir, de julgar deve seguir a direção da paz. “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”, Mt 5.9.
Estudo feito por Alaid Schiavone Schimidt
Fale com ela

Nenhum comentário:

Postar um comentário