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terça-feira, junho 05, 2012

Personagem: Candace


At 8:27 – não se tratava do nome próprio de uma pessoa, mas sim de um título oficial, que era dado às rainhas ou rainhas-mães da Etiópia. Esse título era idêntico ao dado aos Faraós, Césares, etc. A Etiópia era o reino da Núbia, no norte do Sudão, cuja capital era Meroe, centro das artes, do comércio e da erudição entre os antigos etíopes.  Essas rainhas, segundo a arqueologia, eram conquistadoras e heroínas. Viveram entre 300 A.C. até 300 D.C. Ela própria não tem nenhum papel desempenhado na história bíblica, mas sim, um eunuco,  alto funcionário da rainha, sendo superintendente de todos os seus tesouros. Este homem, tinha ido a Jerusalém para adoração e o Senhor enviou em seu caminho o diácono Felipe, que o encaminhou á salvação, At 8:26-39.

sábado, maio 05, 2012

Personagem: Jael

Hb “Cabra montesa” ou “cabra selvagem” – Jz 4:17-22 – Mulher de Héber, queneu, do mesmo povo de Jetro, sogro de Moisés, os quais vieram morar com os israelitas, Jz 1:16. Protagonista do episódio em que Israel enfrenta os cananitas, Jael acabou sendo um instrumento de Deus para derrotar o comandante destes. É interessante notar que a casa de Héber estava em paz com Jabim, o rei dos cananitas, v.17, razão pela qual Sísera, o comandante, achegou-se ali para receber refúgio. O povo de Israel, liderado por Débora e Baraque, prevaleceu sobre os cananitas, obrigando seu comandante a fugir. Débora já havia profetizado para Baraque que a honra da batalha não seria dada a ele, que duvidou do Senhor, mas a uma mulher, v.9. Jael foi essa mulher corajosa e desprendida que Deus usou.
Jael usou suas qualidades de hospedeira, para ganhar a confiança do comandante cananita, vv.18,19. Ao receber uma ordem de Sísera, de que mentisse se algum israelita aparecesse perguntando por ele, v.20, ela certamente entendeu que Deus defendera Israel, bem como corria perigo abrigando Sísera. Foi muito corajosa e determinada, matando o comandante com um martelo e uma estaca. v.21.
Aplicando para o sentido espiritual, o martelo e a estaca têm um significado apropriado para se derrotar o inimigo: a estaca representa firmeza, segurança, Is 22:23; 33:20; 54:2. O martelo significa a Palavra de Deus, Jr 23:29 e a força, Jr 50:23. O ato de bravura de Jael foi imortalizado no cântico de exaltação entoado por Débora, Jz 5:24-27.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Personagem: Atalia

Hb “Jeová aflige”. Filha de Jezabel e Acabe, do reino do norte, 2 Cr 22:5,  e mãe do rei Acazias, 2 Re 8:26. Reinou 7 anos em Judá, 11:3,4. Morta em uma insurreição dos sacerdotes em favor de Judá, 11:4-6. É chamada “filha de Onri”, que foi pai de Acabe, significando que foi neta dele, em uso comum no hebraico. Casou-se com Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, 8:25,26. Por esse motivo, Josafá, usualmente reto em sua conduta, ligou-se à casa idólatra de Israel (reino do Norte). Essa mulher herdou a falta de escrúpulos da mãe, daí resultando intermináveis perturbações. Mostrou-se ardorosa defensora do culto a Baal, costume dos sidônios. Após ficar viúva, seu filho Acazias subiu ao trono, 8:26 e 2 Cr 22:2. Dentro de menos de um ano, Jeú assassinou Acazias, juntamente com Jorão, rei de Israel. Desejosa de poder e tomada por um ímpeto maligno, assassinou todos os seus netos, com exceção de Joás, salvo por sua tia Jeoseba, irmã de Acazias, também filha do rei Jeorão (não sabemos se filha de Atalia ou de outra mulher que o rei porventura tivesse), 11:2 e 2 Cr 22:11; Ela foi ganhando mais autoridade a cada dia, usando-a sempre para fazer o mal. A mortandade dos netos foi para usurpar o trono de Davi. Durante 6 anos governou, sem que ninguém lhe barrasse o caminho. Porém, foi justiçada pelo sacerdote Joiada. Os seus gritos de “traição”, 11:14 e suas vestes rasgadas de nada lhe valeram, tendo sido morta fora do recinto sagrado, 11:15,16. Em 2 Cr 22:3, vemos que seu filho Acazias fez o que era mau perante o Senhor, “como a casa de Acabe”, porque “sua mãe era sua conselheira, para proceder impiamente”. Esta mãe, ensinava ao filho a perversidade, a impiedade. Que triste exemplo! Foi a única mulher a reinar em Judá, com exceção de Débora, que foi juíza de Israel antes da divisão das tribos, Jz 5.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Personagem: BATE-SUA

hb “filha da opulência” – Em Gn 38:2, é traduzida por “a filha de Sua”, mulher de Judá, a quem ela deu 3 filhos: Er, Onã e Selá. Os dois mais velhos eram perversos e desagradavam ao Senhor, pelo que o Senhor os matou, v.7, 10. Esta filha de Sua não teve grande e nem boa influência sobre a vida dos filhos. O relacionamento entre irmãos também era deficiente, v.9, o que revela o caráter desleixado desta mãe. Acabou morrendo, v.12, com a tristeza de enterrar os dois filhos mais velhos e sem ver a realização do filho mais novo.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Personagem: Azenate

(ou Asenate) – egípcio “pertence ao deus Neit”. Literalmente, “ela pertence a x” (poderia ser uma deusa, o pai, parentes, etc.). Filha de Potífera, sacerdote de Om, provavelmente a capital do Egito e sede religiosa do país, Gn 41:45,50; 46:20. Cidade idólatra, a 10 km de Cairo, a Heliópolis dos gregos. Provavelmente pertencia a uma família de posição considerável, já que fazia parte do tributo de Faraó a José, a quem ele constituíra governador sobre o Egito. Deu a José dois filhos, que ele nomeou Manasses (hb “quem faz esquecer”) e Efraim (hb fértil”). Estes, foram adotados posteriormente por Jacó e considerados seus filhos, cada um se tornando cabeça entre as tribos de Israel, Gn 48:5. Embora a Bíblia pouco ou nada fale sobre Azenate, acompanhou a grande função do marido como governador do Egito e esteve ao seu lado durante todos os anos de sua lida naquele país. Talvez fosse sacerdotisa idólatra, mas deve ter abraçado o Deus de José, pois permitiu que este nomeasse os filhos conforme as suas experiências com Deus. Seus filhos tomaram parte na herança de Jacó e não na dos sacerdotes do Egito, Gn 47:22,26. Uma lenda judaica relata como, ao casar-se com José, ela renunciou ao paganismo e abraçou ao Deus de Israel. Seu nome é encontrado junto com o de José, nos achados arqueológicos do Reino Médio e do período dos hicsos (2100 – 1600 A.C.) da história do Egito.

sábado, agosto 27, 2011

Personagem: Jeoseba

hb “Jeová é juramento” ou “adoradora de Jeová” – 2 Re 11 – filha do rei Jorão, irmã de Acazias, rei de Judá e esposa do sacerdote Jeoiada, 2 Cr 22:11. Em 2 Cr 22:11 é chamada de Jeosebate. Usada por Deus para manter a linhagem real de Israel. Corajosa, muito sábia, tomou o seu sobrinho Joás, quando Atalia, sua avó, destruía toda a linhagem real, para tomar posse do trono, v.2. Mesmo correndo o risco de ser igualmente assassinada com sua família, Jeoseba escondeu Joás e sua ama em sua recâmara ou cômodo de leitos, lugar privado, onde a rainha não tinha acesso, por seis anos, v.3. Mulher prudente, discreta e paciente, ficou esperando a hora de Deus para agir juntamente com o marido, promovendo a coroação do menino como rei, aos sete anos, v. 21. Sua ama cuidou dele, daí o seu valor. Foi criado no templo, lugar em que Atalia, idólatra, não entrava, 2 Re 11:3; 2 Cr 22:11,12. Deus concedeu a esta mulher valorosa as estratégias necessárias para manter essa criança a salvo da ira homicida de Atalia.

domingo, julho 17, 2011

Personagem: Acsa

Hb “tornozeleira” – filha de Calebe. Este, um dos espias fiéis, Nm 13 e 14, estava já em idade avançada e prestes a conquistar a sua terra, que era habitada por gigantes, Js 15:4. Calebe procurava alguém que assumisse tal empreendimento, oferecendo a mão da sua filha, Acsa, como prêmio. Não era um ato de rebaixamento, mas uma garantia para sua filha, a qual correspondia ao desejo do pai. A terra era a maior riqueza de Israel. O conquistador ganharia a terra e a esposa, e seu primo Otniel foi o candidato e o vencedor. A fé e a perseverança de Calebe em servir ao Senhor foi galardoada em sua filha Acsa, que teve um marido honrado, forte, corajoso, cheio do Espírito Santo e primeiro juiz de Israel, Jz 3:10. Naquele tempo, boa parte da responsabilidade pela plantação e colheita recaía sobre as mulheres, o que se tornava parte importante da sua profissão. Ela assumiu o seu dever na área profissional, persuadida pelo marido em uma visão de prosperidade, Jz 1:14. Já dona de uma área no Neguebe, foi pedir ao pai exatamente o que precisava, v.15. Possuindo uma terra seca e precisando de água para favorecer o cultivo da terra e a criação de animais, pediu ao pai fontes de águas. Conquistado por sua humildade, objetividade e sobriedade, o pai concedeu-lhe “fontes superiores e inferiores”, v. 15b. Conferir Tg 4:2 e Lc 11:9. Sendo seu marido juiz por 40 anos, e “estimado entre os juízes”, Pv 31:23, deduz-se que fosse mulher virtuosa.

segunda-feira, julho 11, 2011

Personagem: Cosbi

Hb “mentirosa”, “embusteira” – mulher midianita, filha de um chefe tribal de nome Zur, Nm 25:15,18. Em sua caminhada pelo deserto, Israel deteve-se em Sitim, e “o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas”, v.1. Além disso, comeram do sacrifício feito aos seus ídolos, prostrando-se diante de Baal-Peor, o deus da fertilidade. Os rituais aos deuses envolviam orgias e imoralidades sexuais, pecado de Israel que despertou a ira do Senhor, o qual ordenou que fossem enforcados todos os cabeças do povo que se prostituíram, perecendo naquele dia 24 mil homens, v.9. Esta midianita, Cosbi, foi trazida ao acampamento israelita por seu amante, Zinri, filho de Salú, maioral da casa paterna dos simeonitas, v.6. Ambos foram transpassados por Finéias com uma lança, perante a tenda da congregação, v.7,8.A atitude do sacerdote agradou ao Senhor, que fez cessar a praga de sobre os filhos de Israel. Aquele dia foi conhecido como “o dia da praga no negócio de Peor”, que já tivera início com as emboscadas de Balaão, contratado pelo rei Balaque, de Moabe, para amaldiçoar Israel. Vd. Ap. 2:14, sinal do quanto Deus abominava a prostituição e a idolatria. “A defesa da santidade dos israelitas e sua separação dos outros povos para o serviço exclusivo do Senhor era a própria essência do chamado deles como nação. A preservação de tal santidade, portanto, era vital, se quisessem permanecer fiéis à aliança e ao relacionamento com Deus” (Gardner).

segunda-feira, julho 04, 2011

Personagem: Isabel

GR “Deus, que faz pacto” ou “Deus é meu juramento” – Lc 1:5-66 – o mesmo que Eliseba, no hebraico, nome da mulher de Arão, da tribo de Levi, Ex 6:23, de cuja tribo Isabel descendia. Casada com o sacerdote Zacarias, também levita, era mulher justa, que andava “sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, porém estéril. O fato de não terem filhos, segundo a tradição, dava a Zacarias o direito de buscar outra mulher que lhe desse descendência, porém ele permaneceu fiel a Isabel, v. 7. Embora de idade avançada, ao exemplo de Sara, Deus a fez gerar, em resposta a freqüentes orações dela e seu marido, v.13, quando já não esperavam mais o milagre, visto Zacarias ter duvidado da palavra do anjo, v.18. Era prima de Maria, mãe de Jesus, v.36 e mãe de João Batista, v.60. O impossível dos homens, para Deus tornava-se possível, v.37. Ao engravidar, ocultou-se, talvez por estar envergonhada por gerar na velhice, ou para consagrar-se ao Senhor em gratidão, porém o anjo Gabriel o revelou a Maria, que a foi visitar, quando estava no sexto mês de gestação, v.36. Mulher de extremada sensibilidade à voz e ação do Espírito Santo, reconheceu a presença de Jesus quando ainda estava sendo formado no ventre de Maria, abençoando esta em alta voz, v.42-44. Cheia do Espírito Santo, profetizou bênçãos para Maria, ressaltando a sua notável fé e confiança em Deus, v.42-45. Foi em sua casa que Maria proferiu o maravilhoso cântico chamado “Magnificat”, v.46-55. Quando a criança nasceu, os amigos e vizinhos queriam dar-lhe o nome de Zacarias, v.59. Isabel, mesmo com o marido em estado de mudez, soube que o nome indicado pelo anjo seria João, e assim o exigiu, v.13;60. Isabel acompanhou as profecias dadas acerca do seu filho João tanto pelo anjo Gabriel, como pelo pai, v.14-17; 68-79, e o criou no temor do Senhor. Manteve-o no deserto, até que se mostrou a Israel, sendo o precursor dos caminhos do Senhor Jesus. Embora nada mais se fale a seu respeito, não se sabe, devido à sua idade avançada, se acompanhou ou não João em seu ministério conturbado, sacrificioso e passageiro. Seu filho, apesar de ser o “maior profeta”, segundo Jesus, nasceu com um sublime propósito de viver pouco, ser útil e morrer por amor a Deus. Quem sabe por isso o Senhor deu-lhe o filho na velhice: para que não vivesse para ver a cabeça do seu filho num prato, pelo ódio de pecadores aos quais ele condenava com o seu ministério. O importante, é que ela o preparou amorosamente para esse ministério e o ensinou a servir com humildade, dedicação e extremado temor ao seu primo Jesus, que não era outro, senão o Filho de Deus enviado para remir a humanidade.

segunda-feira, junho 20, 2011

Personagem: Febe

Gr. “puro”, “brilhante” – uma cristã da Igreja de Cencréia, cidade que servia de porto marítimo oriental, a 14 km de Corinto. Primeira de uma listagem que Paulo faz no cap. 16 de Romanos, destacando oito mulheres fiéis a Deus e úteis no seu ministério. Romanos 16 é considerado o capítulo de reconhecimento e valorização que o Senhor fez às mulheres que se converteram ao evangelho. O nome “Febe” era um epíteto usado para Artemisa, a deusa grega da lua e da caça. Estudiosos entendem que tenha sido a portadora da epístola de Paulo aos Romanos. Supõe-se também que fosse uma vendedora ambulante, com acesso a várias províncias da Ásia Menor. Na época, estava em Corinto, de onde Paulo escreveu a epístola, o que leva a crer que, entre as dobras de suas vestes, estivesse levando o documento fundamental da fé cristã ao centro do mundo civilizado de então, ou seja, à cidade de Roma, capital do império romano. Estas são suposições, visto que nada se sabe acerca dessa mulher, exceto o que se encontra em Rom 16:1,2. Ela desempenhava um papel ativo na Igreja de Cencréia, provavelmente como diaconisa. Era também generosa em hospedar a muitos, inclusive a Paulo. A Bíblia exalta a qualidade da hospitalidade e exorta à sua prática, vd. Rm 12:13; 1 Tm 5:10; Hb 13:2. Cremos que, junto com a hospitalidade, ela prestava ajuda assistencial, com ofertas e obras de caridade. Era de grande ajuda para os irmãos na fé, o que leva Paulo a pedir que os irmãos de Roma a recebessem e ajudassem em todas as suas necessidades, por causa das suas virtudes.

segunda-feira, junho 13, 2011

Personagem: Dalila

hb “delicada” – Jz 16 - mulher cobiçosa do vale de Soreque, na Filístia , que usou todos os seus recursos de sedução para entregar Sansão, juiz de Israel, aos filisteus, em troca de 1.100 moedas de prata de cada príncipe dos filisteus, os quais estavam a muito querendo derrotá-lo. Sansão já havia demonstrado qual era a sua fraqueza: mulheres (e não israelitas). Casou-se com uma filistéia, cap.14,15; uniu-se a uma prostituta de Gaza, 16:1-3, depois caiu nas malhas de Dalila, por quem se apaixonou, atraído pela sua beleza e sensualismo.Características de Dalila: a) gananciosa e corrupta, v.5; b) sedutora, v.6:19a; c) ardilosa, v.10; d) enganadora, v.8,12 e 14; e) perseverante no seu ideal de lucrar, mesmo que por meio do erro, v.16; f) traidora, v.18,19b. Usou todos os seus recursos femininos para seduzir Sansão, por amor ao dinheiro, vd. 1 Tm 6:10. Tal era o seu poder de sedução, que mesmo Sansão, vendo que ela fazia tudo o quanto ele dissesse ser o segredo da sua força, para descobrir onde estava a força descomunal do juiz, vv. 7, 11, 13, ainda assim acabou lhe contando o segredo. Ela usou o conhecido artifício da “prova de amor”, para tomar de Sansão o seu segredo, o que o levou à ruína, v.16-21. Depois desta armadilha, não se ouviu mais falar dela.

segunda-feira, junho 06, 2011

Personagem Bíblico: Helá

hb “escuma” – 1 Cr 4:5 – uma das mulheres de Asur, fundador de Tecoa, uma cidade 8 km ao sul de Belém, terra do profeta Amós, Am 1:1. Foi mãe de Zerete, Zoar, Etnã e Coz, príncipes de Judá.
HERODIAS – mulher de Herodes Antipas, o tetrarca, divorciado de sua mulher, filha de Aretas, rei de alguma região da Arábia, sendo ele governador da Galiléia e da Peréia no tempo de Jesus Cristo. Esta, fora esposa de Filipe, seu tio, filho de Herodes o Grande e Mariamne, filha de Simão, o sumo-sacerdote, meio-irmão de Herodes Antipas, também filho de Herodes o Grande com Maltace. Era filha de Aristóbulo, outro meio-irmão de Herodes Antipas, com Berenice. Herodes, o novo esposo, era também seu cunhado e seu tio. Este casamento, além de ser escandaloso perante os romanos, confrontava as leis morais dos judeus, que o criticavam. Segundo os judeus, o casamento não era legítimo por alguns motivos: a) os esposos de ambos ainda viviam; b) a lei ética dos judeus condenava casamentos entre cunhados, cf. Lv 18:16, pelo menos enquanto o cônjuge de um deles vivesse; bem como entre tios e sobrinhas, ou entre sobrinhos e tias. A quebra dessas leis resultava em pena de morte entre os judeus. A escolha moral de Herodes e Herodias confrontava a retidão e fidelidade de João Batista a Deus, o qual acusava –os constantemente, condenando o seu pecado, Mt 14:3,4. A pregação de João Batista provocou a sua prisão, Lc 3:19,20. Herodes o temia, mas nada fazia por temer o povo, Mt 14:5. Chegando o dia natalício de Herodes, em mais uma de suas festas profanas, oferecida aos dignatários, ou elementos de prova do governo civil, aos oficiais militares e aos principais da Galiléia, Mc 6:21, Salomé, filha de Herodias (nome confirmado por Josefa Antig.XVIII.5.4) dançou durante a festa (vd.Salomé), provocando os desejos de Herodes, o qual prometera dar-lhe o que pedisse. Herodias, tão ou mais profana do que ela, cheia de ódio e vendo a chance de vingar-se, logo sugeriu que ela pedisse a cabeça de João Batista num prato, Mct 14:8; Mc 6:24,25. Ao receber o seu pedido, a jovem levou a cabeça do profeta à sua mãe. Champlin sugere que, devido a vários indícios, mesmo após a execução de João Batista, Herodias continuava nutrindo ódio contra ele, mutilando o seu corpo. Jerônimo diz que ela cortou fora a língua de João e perfurou-a com uma agulha, satisfeita por crer que aquela língua jamais voltaria a falar contra ela. A história, porém, demonstra que a justiça divina levantou-se contra esse ato de barbaridade. Pouco tempo depois, Aretas IV, sogro anterior de Herodes, declarou guerra ao tetrarca e o derrotou totalmente. Depois, motivado por queixas dos habitantes da Galiléia, jamais conseguiu o título legítimo de rei e foi deportado em exílio para Lugdunum, na Gália. Dali, foi para a Espanha, onde morreu. Herodias o acompanhou em sua desdita (Josefo, Antig. XVIII 7,2). A tradição relata que Salomé, sua filha, também não escapou ao julgamento divino, tendo sua cabeça decepada, ao sofrer uma queda no gelo. LIÇÃO: O que vale um conselho de mãe! A mãe deve vigiar, para não induzir os filhos a agirem de acordo com seus ódios e frustrações. Salomé tinha a opção de tornar-se a dona de metade do reino de Herodes, o que garantiria o seu futuro, mas, seduzida pela mãe, tornou-se uma arma contra um profeta de Deus

quarta-feira, junho 01, 2011

Personagem: Aarão

Membro da tribo de Levi, irmão de Moisés e de Maria (Ex 4,14; 15,20). Foi um notável colaborador de Moisés (17,8-15; 24,1-11), seu porta-voz perante os israelitas e o Faraó (4,14-16.27-30; 5,1-5). Foi pecador, por isso seu sacerdócio foi caduco (32,1-6.25-29; Nm 12,1-13; At 7,39-41; Hb 7,11-14). A tradição sacerdotal vê nele o primeiro Sumo Sacerdote (Ex 29,1-30) e o antepassado da classe sacerdotal (28,1; Lv 1,5). Dentro da tribo de Levi, Aarão e seus descendentes concentram em si o sacerdócio (Lv 13-14; Nm 18,1-28; Ex 30,19-20). No NT o sacerdócio de Cristo é considerado mais perfeito que o de Aarão (Hb
7,11.23-27).

terça-feira, maio 24, 2011

Personagem Bíblico: Berenice

gr. Vitoriosa. Segundo historiadores, era a filha mais velha de Herodes Agripa I, o qual matou Tiago, At 12 e irmã de Herodes Agripa II. Mulher sem princípios de moralidade, possuía vida depravada, pois casou-se com seu tio, governador de Cálcis. Depois ajuntou-se com seus irmão Agripa II, estando em sua companhia quando Paulo fez a sua defesa, At 25:13,23; 26:30. Sendo, sucessivamente, amante dos imperadores Vespasiano e Tito, tornou-se de grande influência política, que, infelizmente, usou somente para o mal.

quarta-feira, maio 11, 2011

Personagem Bíblico: Agripa

 São dois os personagens conhecidos por este nome:

1. Herodes Agripa I, neto de Herodes o Grande e Mariamne I. Nascido no ano 10 aC, em 37 tornou-se tetrarca da Ituréia e Abilene; em 39, da Galiléia e Peréia; em 41, da Judéia e Samaria,  e  recebeu  o  título  de  rei.  Em  44  morreu  de  repente  em  Cesaréia,  após  ter perseguido a comunidade cristã (At 12,1-23).

2. Herodes Agripa II (27-29), filho de Agripa I. Em 53 tornou-se tetrarca da Ituréia e Abilene e, como tal, escutou a defesa de Paulo reconhecendo sua inocência (At 25,13-26.32).

quarta-feira, abril 27, 2011

Personagem: Abisague

Hb “meu pai foi homem errante” – 1 Re 1:1-4 – moça sunamita, virgem, sobremaneira formosa. Trazida para aquecer o rei Davi em sua velhice. Cuidou dele e o serviu, sem ter com ele nenhuma relação, v.4. Estava presente quando Davi prometeu a Bate-Seba que Salomão seria o seu sucessor, 1 Re 1:15, conhecedora, portanto, da vontade real acerca do reino. Após a morte do pai, Adonias, filho mais velho de Davi, pediu Abisague a Salomão, por meio de Bate-Seba, o que causou a morte daquele, devido às intrigas que havia em torno da sucessão do trono.

segunda-feira, abril 18, 2011

Personagem Bíblico: Evódia

Gr. “viagem próspera” ou “viagem excelente”. A forma verbal do nome significa “ajudar na estrada”, dando a entender originalmente, as mulheres que tomavam conta de hospedarias e ajudavam os viajantes, etc. Uma cristã de Filipos, à qual Paulo exorta a manter um elo de unidade com Síntique, talvez por serem ambas mulheres de influência sobre a Igreja. O conflito entre ambas ameaçava a unidade da Igreja e, como sempre, a reconciliação seria o melhor passo e o líder local deveria conduzi-las a essa atitude. Pelo fato de o evangelho ter sido pregado primeiramente para mulheres, na Macedônia e as primeiras reuniões da igreja de Filipos terem sido realizadas na casa de uma mulher, At 16:13-40, vários intérpretes sugerem que ela fosse uma diaconisa de destaque na Igreja. Além da exortação ao comportamento devido a essas mulheres, Paulo pede que os líderes as ajudem uma vez que, apesar de necessitadas de exortação, tinham os seus nomes escritos no livro da vida e eram úteis na propagação do Evangelho.

segunda-feira, abril 11, 2011

Personagem Bíblico: Bila

Hb “modéstia” – Gn 30:3-8. Escrava que Labão deu a Raquel, sua filha, quando casou com Jacó, Gn 29:29. Raquel, estéril, por determinação de Deus, desesperou-se vendo que sua irmã e rival Lia tinha filhos e ofereceu Bila como “barriga de aluguel”, a qual teve de Jacó dois filhos: Dã e Naftali, v.5-8. Acabou adulterando com Rubem, Gn 35:22. Este crime de incesto levou Rubem a perder o seu direito à primogenitura, Gn 49:3,4.
Bila não deve ter assumido a fé professada por Jacó, pois, além de participar do incesto com Rubem, seus filhos tornaram-se mal afamados, Gn 37:2. De Dã, Jacó profetizou que seria “serpente, víbora”, Gn 49:16,17. Este, embora tivesse sido a segunda maior tribo de Israel, Nm 26:42, 43; 26:22 e continuasse a ocupar o seu lugar entre as tribos no tempo de Davi, 1 Cr 12:35, não foi mais citado e não é incluído na lista das tribos, em Ap 7:5-8. Já Naftali, Jacó profetizou que seria “gazela solta”, Gn 49:21, porém sem o mesmo destino de Dã, conquistaria o seu lugar, sendo citado inclusive entre as tribos restauradas, Ez 48:3,4,34 e entre os selados de Ap 7:6.
Os contratos de casamento descobertos pela arqueologia em Nuzi, demonstram que no segundo milênio antes de Cristo, era costumeiro uma mulher estéril fazer o que fez Raquel e também sua irmã Lia, oferecendo as servas para gerarem filhos para si. O fato de Raquel ter dado os nomes para os filhos de Bila, Gn 30:6-8, demonstra que esta manteve a autoridade de mãe principal, embora não biologicamente ligada às crianças.

domingo, abril 03, 2011

Personagem: Dâmaris

gr “esposa” – At 17::34 – mulher grega, freqüentadora do Areópago, uma colina onde se reunia o tribunal supremo de Atenas, que supervisionava as questões de ordem moral, educacional e religiosa. Ali também, as pessoas se reuniam para discutir filosofia e buscar as novidades intelectuais, v.21, o que leva a pensar que fosse mulher erudita, aristocrata (poderia estar incluída entre as “mulheres gregas de classe nobre” que se converteram pela pregação de Paulo, v.12). Devido ao significado de seu nome, alguns estudiosos da Bíblia afirmam ser ela esposa de Dionísio, conselheiro areopagita convertido ao Senhor, porém nada há que o comprove.

quinta-feira, março 24, 2011

Personagem: Ainoã

hb “meu irmão é gracioso”. 
1. filha de Aimaás, esposa de Saul, 1 Sam 14:50. Provavelmente a mãe de Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe e Mical, v.49, sendo que os demais filhos de Saul procediam de concubinas.
2. Mulher de Jizreel, casada com Davi, 1 Sm 25:43, após Saul ter dado Mical a outro homem, v.44. Esteve com Davi na sua jornada pela Filístia, onde, juntamente com Abigail, foram tomadas cativas, sendo liberta depois, 1 Sam 30:1-19. Ainoã deu à luz o primogênito de Davi, Amnon, moço voluntarioso e sem caráter, o qual veio a violentar sua irmã Tamar, 2 Sm 13:1-20.
MEDITAÇÃO: Teria a mãe deixado de trabalhar o caráter desse filho, enquanto o rei se ocupava com seus afazeres?